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  • Professora Luzenira Alves cria Cantinho de Leitura para incentivar alunos a ler.

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    “A professora Luzenira Alves é responsável pelo projeto de leitura em uma escola municipal, que atende muitas crianças de comunidades menos assistidas, na cidade de Cururupu”.

    “Observando a dificuldade de alguns alunos na leitura, após o retorno as aulas presenciais, tomei a iniciativa de criar um “Cantinho de Leitura” na escola Herculana Vieira II, penso que só podemos ter bons leitores se incentivarmos e despertarmos nos alunos o gosto pela leitura”. Enfatiza a professora Luza, como carinhosamente é chamada.

    A ideia surge da dificuldade dos alunos lerem e entenderem o que estão lendo, após o retorno as aulas presenciais em 2022 durante o momento pandêmico em que vivemos. Na verdade a professora consegue com o projeto, unir o incentivo à leitura com o protagonismo dos alunos, a professora Luzenira Alves, carinhosamente chamada de Luza, da escola Herculana Vieira II, da cidade de Cururupu, desenvolve um projeto que está aproveitando o interesse das crianças pelas várias formas de informações através da leitura, para gerar aprendizado em diversas áreas.

    ULTRAGAZ CURURUPU

    ULTRAGAZ CURURUPU

    Para desenvolver habilidades de leitura e compreensão de textos, o projeto engloba práticas educativas sobre os diversos gêneros textuais. Além dos vários livros, gibis, caixas de medicações e suas bulas, embalagens de vários produtos que compõe o acervo, as crianças estão lendo receitas, notícias, anúncios e muitos outros textos, podendo perceber e aprender com as características de cada um dos textos.

    Em suma, podemos dizer que o “Cantinho de Leitura”, incentiva à leitura para a construção de aprendizados de forma coletiva na escola Herculana Vieira II, faz com que cada criança possa se conectar com o conteúdo, identificando-se com ele, a partir de suas próprias experiências.

    Projetos como o “Cantinho de Leitura” é uma forma da comunidade escolar, ser mobilizada, e os projetos ganharem reforços, e novos projetos serem criados, e principalmente com o apoio das famílias dos alunos.

    O “Cantinho de Leitura”, é um incentiva a leitura, consequentemente passa a estimular à escrita, produção de resumos e críticas, e a leitura em voz alta com mais fluência. Sabe-se que projetos assim, têm como foco o protagonismo do aluno, nada adianta ter um projeto maravilhoso se ele realmente não cumprir o papel de desenvolvimento de habilidades, competência e aprendizagem a serem usados no dia a dia.

    “Então, eu vejo esse Cantinho, ou seja, esse espaço que organizei como uma forma de incentivar as nossas crianças a ler e serem bons leitores. Pois conseguimos o lugar para trabalhar a leitura e que os alunos aproveitem até o final do ano para melhorarem a leitura com autonomia e com propriedade porque somente assim, é que o estudante vai compreender, ou seja, entendendo as demais disciplinas”. Finaliza a professora Luza.

    Ler transforma e a leitura é a porta de entrada para que todos os componentes curriculares aconteçam de forma efetiva destaca a pedagoga e psicopedagoga, Fernanda Mendes.

    “Observa-se que a experiência e a vontade de obter resultados dentro da comunidade escolar gera frutos positivos e a professora, Luza, demonstra ter a certeza que exerce a mais importante das profissões, que é ser professora, educadora, referência, mediadora, orientadora de um processo de transmissão de informações e que transforma a vida das pessoas, despertando sonhos, expectativas, projetos de vida, uma responsabilidade muito grande está com os professores, parabéns a professora Luza! E a proposta faz a diferença por ser um trabalho contínuo e consistente que contribui na formação leitora do sujeito”. Explica Fernanda Mendes.

    Fernanda Mendes destaca que projetos como “Cantinho de Leitura”, é composto por quatro eixos orientadores: espaço, acervo, gestão e mediação o que está sendo muito bem usado pela escola Herculana Vieira II, incentivando assim, a implantação ou criação desses projetos em todas as escolas da cidade. No caso da professora Luza, o Cantinho de Leitura, é, em uma escola com Ensino Fundamental II, mas podemos pensar em outros espaços de formação de leitores, como em toda a rede de ensino, pensar em espaços de Leitura como as praças, comunidades e em outros lugares como na própria casa. Pois na escola Raio de Luz, onde eu trabalho, os nossos alunos do infantil (Creche I) levam para casa todas as sextas-feiras a “SACOLA LEITURA EM CASA” com historinhas e pequenas atividades lúdicas para o desenvolvimento dos alunos e integração da família que ajuda contando as historinhas, reforçando interesse pela leitura. Diz a psicopedagoga.

    Especialistas, afirmam que nas escolas que tem espaços de Leitura alcança visibilidade e reconhecimento, fortalecendo e aplicando a Integração ao Projeto Político-Pedagógico (PPP), assim, fortalecem o diálogo com a direção e com o corpo docente, deixando evidente que espaços de Leitura incorporam todos os objetivos gerais da escola, pois tem propostas próprias, que devem estar em diálogo com os princípios de formação do leitor e da escola.

    Professora Pedagoga e Psicopedagoga Fernanda Mendes

    Professora Fernanda Mendes (Pedagoga e Psicopedagoga)

    Fernanda  Mendes diz, que a professora Luza e a escola Herculana Vieira II tem que dá visibilidade as ações e resultados do Cantinho de Leitura, gerando maior envolvimento dos professores, melhorando as práticas no cotidiano do trabalho e usando as redes sociais para divulgar as experiências. Motivar o leitor e considerando suas diferentes formas de ler individualmente, ao lado de colegas ou ouvindo um leitor mais experiente, reorganizando os espaços de acordo com as propostas que pretendem realizar, exibição de filmes, apresentações dos estudantes, visitas de autores, reuniões e estudos, podendo criar espaços móveis de leitura pela escola, para permitir uma maior circulação dos livros entre alunos que podem compartilhar esses momentos com seus pares, sem uma interferência maior dos adultos e, até mesmo, entre professores.

    “Nos Cantinhos de Leituras, os acervos devem atender demandas pontuais, que envolva as necessidades específicas relacionadas ao projeto e ao gosto dos alunos. A produção dos alunos também de integrar o acervo e dinamizar o espaço, garantindo às crianças um lugar de autoria. Lembro-me do projeto da professora Gesicleide Fonseca, na escola Janoquinha, onde os alunos em meio à pandemia da covid-19, realizaram várias produções textuais tendo como referência o livro do escritor cururupuense, Mateus Borges, onde a leitura e a escrita foram incentivadas”. Afirma Fernanda Mendes.

    A escritora e cineasta, Milena Carvalho, afirma que a leitura é um despertador para o reconhecimento de sua identidade cultural e social, fazendo da educação uma força altamente potente e multiplicadora de leitores, com espaço dedicado a mesma dentro da Escola.

    “Ler é uma revolução silenciosa. A leitura pode despertar o reconhecimento e identificação ou uma mudança cultural e social do leitor, e consequentemente de seu entorno. Nós que acreditamos na educação sabemos da força dessa potência, e de ter um espaço como esse dentro da Escola” Milena Carvalho, escritora e cineasta

    Como sabemos práticas dirigidas sem fins didáticos imediatos, são ações que incentivam a leitura, da experiência estética e da formação cultural dos alunos, como leituras livres e empréstimos de livros, se fazem bem mais presentes do que práticas cujos objetivos são mais didáticas.

    A escola, a família, a igreja e a sociedade devem desenvolver e incentivar práticas de leitura oral compartilhada, mediadas por professores e colaboradores, potencializando o imaginário das crianças, levando informações sobre as obras, propiciando o diálogo com os leitores e possibilitando novas criações.

    “Pois ler é ir além do mundo que se conhece, pois, vale referenciar as obras da escritora maranhense, com laços familiares em Cururupu, Milena Carvalho, que já provocou a comunidade em geral a fortalecer o hábito da leitura e vem desenvolvendo seu trabalho literário e artístico, sempre buscando várias entidades para fazer parcerias. É preciso fazer como a Milena Carvalho, Gesicleide Fonseca, Professora Luza, professor Luis Azevedo e assim, como tantos professores incentivar a promoção de ações e eventos culturais diversos, como as ações de promoção da leitura junto à comunidade escolar promovendo eventos autorais como saraus poéticos, mostras e festas literárias, cafés literários etc. É possível e dá para fazer, os exemplos afirmativos e positivos provam, basta ter boa vontade e olhar a educação como transformadora e não só como metáfora. Nesse período junino incentivar o conhecimento local de nossas vaias culturais e quem sabe produzir artigos literários. Na maior parte das escolas públicas, as crianças e suas famílias estão excluídas de muitas instâncias culturais, como museus, livrarias e bibliotecas. Então, se a escola não incentivar e promover essas trocas, os alunos ficam confinados em seus territórios”, Concluiu Fernanda Mendes.

    Como falou a professora Fernanda Mendes, nessa temporada junina estamos vendo a cultura ser impulsionada, são grandes e latentes as nossas veias culturais, mas é preciso incentivar o registro histórico das veias culturais, fazermos nossos acervos para as futuras gerações.

    Estamos vivendo a cada dia sem deixar nossas marcas e nossa história escritas, mas essa realidade esta mudando afirma o poeta cururupuense Mateus Borges, pois, segundo ele, a literatura ganha novos rumos na cidade e passa a fazer parte do dia a dia dos estudantes da rede municipal de ensino.

    “Hoje eu penso que a nossa literatura, ela está viva, e desde o ano de 2015, agente vem lutando para incentivar a leitura, a produção textual e graças a Deus dentro do nosso município isso está acontecendo. É um trabalho de formiguinha, né? Que a gente está fazendo para poder despertar leitores e posteriormente claro, termos bons escritores. Mas hoje dentro das escolas, pelo menos nesse momento que eu estou na rede, ainda mais com a volta às aulas agora pós-pandemia a gente vê o trabalho que os professores têm nesse incentivo, a gente visita as escolas, eles já estão criando o cantinho da leitura, tem momento de leitura com os estudantes, e eu falo mais pelas escolas. Por exemplo, na nossa rede municipal hoje nós temos o cantinho de leitura, nós estaremos reativando as bibliotecas pra que possamos incentivar a leitura dentro do nosso do nosso município. Então, são pontos positivos, claro que a pandemia ela tirou muito isso dos estudantes ter vontade de ler, mas aos poucos agora nós estamos reativando, recomeçando mesmo com esse trabalho de leitura”. Enfatiza Mateus Borges.

    Dentro do sistema municipal de ensino, Mateus Borges, afirma que o prefeito, Aldo Lopes esta preocupado com o desenvolvimento dos alunos e para diminuir o impacto pós-pandemia e reforçar a importância da leitura nas escolas, Aldo Lopes está adquirindo todos os livros da coleção o escritor Mateus Borges, que serão entregues as escolas do município.

    “O prefeito também ele tem essa preocupação quanto ao incentivo à leitura. No lançamento do livro “A Revoada dos Guarás” ele prometeu que ele adquiriria todos os livros da minha coleção para distribuir em todas as escolas, fossem ela na rede municipal, na rede privada, no IEMA, na rede estadual aqui dentro do nosso município, e aí no próximo mês, ele já fez a aquisição dos livros que é justamente para incentivar os leitores a lerem mais, porque essa distribuição vai gerar um grande impacto na vida dos nossos leitores por levar o autor da cidade até a escola e isso incentiva muito, porque a gente vê quando eu vou numa palestra, faço uma palestra numa escola em qualquer ambiente que as pessoas elas acabam sendo impactadas com a presença do autor. E elas parecem que elas ficam mais motivadas, incentivadas a querer ler, a querer escrever e é isso que nós estamos trazendo pra dentro do município. E mais, nesse mês junino a gente além de trabalhar com as festas juninas nós iremos trabalhar, com a literatura de cordel que é a literatura característica do nosso nordeste. Então, toda a rede vai se mobilizar para que as escolas trabalhem em cima da linha da literatura de cordel para que produzam o texto, para que produzam cordéis para, assim estarem ajudando os seus alunos na leitura e na escrita e aí a gente vai fazer também algumas publicações dentro das escolas, dos livrinhos, dos cordéis”. Concluiu Mateus Borges.

    Estácio Pólo Cururupu

    Estácio Pólo Cururupu

    Fato é que a leitura precisa ser fortalecida e acima de tudo despertar a analise críticas de cada leitor.

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