• Em três anos, número de mortes em leitos do SUS aumenta 12% no Maranhão.

    Em 2017, o número de óbitos saltou para 9.857 no estado; mortalidade infantil e entre idosos preocupa

    O número de mortes em leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Maranhão aumentou 12% entre 2014 e 2017, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), do Ministério da Saúde. Em três anos, foram 1.085 óbitos a mais, o que representa um crescimento expressivo na morbidade hospitalar.

    Em 2014, foram registrados 8.772 óbitos em hospitais da rede pública estadual. Já em 2017, terceiro ano da gestão do então governador Flávio Dino (PCdoB), o número subiu para 9.857 mortes, causadas por doenças transmissíveis, crônicas, acidentes e homicídios.

    Números preocupam diante de ausência de crises sanitárias

    Não houve, no período analisado, nenhuma crise sanitária de grande escala, como epidemias ou eventos naturais catastróficos, que justificassem o aumento repentino de mortalidade. Isso levanta preocupações quanto à eficiência da gestão da saúde pública, estrutura hospitalar, atendimento clínico e prevenção de doenças.

    ULTRAGAZ CURURUPU
    ULTRAGAZ CURURUPU

    Custo e internações

    Em novembro de 2017, foram 32.280 internações em hospitais públicos no Maranhão, com um gasto total de R$ 25.348.101,34. Deste total, 778 pacientes vieram a óbito. Já em novembro de 2014, houve mais internações (34.482) e maior custo (R$ 25.527.490,63), mas com menos óbitos (717).

    A taxa de mortalidade hospitalar subiu de 2,08% em 2014 para 2,41% em 2017.

    Maiores taxas por município

    Em novembro de 2017, os municípios com maiores taxas de mortalidade foram:

    • Imperatriz: 7,80%

    • São Luís: 5,22%

    Três anos antes, a liderança no índice era:

    • Caxias: 7,46%

    • Sítio Novo: 7,14%

    • São Luís: 5,38%

    • Imperatriz: 4,48%

    A elevação de Imperatriz é um dos dados mais alarmantes.

    Sinspumuc
    Sinspumuc

    Idosos e bebês entre os mais afetados

    As faixas etárias com maior número de óbitos em novembro de 2017 foram:

    • 70 a 79 anos: 164 mortes

    • 80 anos ou mais: 150 mortes

    • 60 a 69 anos: 121 mortes

    • Menores de 1 ano: 78 mortes

    A presença de 78 óbitos infantis é especialmente preocupante, revelando falhas em áreas como pré-natal, pediatria e saúde da gestante.

    Comparando com novembro de 2014, os números também aumentaram em quase todas as faixas, com exceção da faixa de 60 a 69 anos, que teve ligeira queda de 128 para 121.

    Situação em São Luís

    A capital maranhense acompanhou a tendência de alta. Em três anos, houve um aumento de 294 óbitos em leitos do SUS.
    As internações também cresceram:

    • Novembro/2014: 7.176 internações | R$ 11.117.065,48

    • Novembro/2017: 7.799 internações | R$ 12.390.700,78

    Apesar do maior investimento, os resultados não acompanharam os recursos aplicados.

    Resumo dos números

    • Óbitos em 2014: 8.772

    • Óbitos em 2017: 9.857

    • Aumento: 1.085 mortes (+12%)

    • Taxa de mortalidade geral em novembro/17: 2,41%

    • Taxa de mortalidade em novembro/14: 2,08%

    • Mortes infantis em novembro/17: 78

    • Mortes infantis em novembro/14: 67

    O crescimento das mortes nos leitos do SUS no Maranhão, mesmo com aumentos nos investimentos, acende um alerta para a urgência de melhorias na qualidade dos atendimentos, prevenção e infraestrutura hospitalar. A mortalidade infantil e o avanço da morbidade entre idosos demandam atenção prioritária das autoridades.

    Edição e análise: Cláudio Mendes – Blog do Cláudio Mendes
    Fonte: OEstadoMA.com | SIH/SUS – Ministério da Saúde

    Deixe uma resposta