O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está preparando seu xadrez eleitoral nos estados de olho nas eleições de outubro, focando na reeleição e na proposta de um Senado que não seja dominado por parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está acompanhando de perto a atuação dos seus aliados em regiões como o Nordeste (RN, BA, CE) e também está à procura de nomes fortes em São Paulo e Minas Gerais, tendo em mente as candidaturas de Fernando Haddad e Rodrigo Pacheco. As mudanças na estratégia serão consideradas após uma análise profunda até o fim do trimestre.
Como parte de sua busca por alianças locais, Lula iniciou um levantamento do cenário eleitoral atual nos estados, para se preparar melhor para as próximas disputas nas urnas.
Além de querer evitar um Senado majoritariamente bolsonarista, o petista busca garantir que terá palanques robustos na maioria dos estados para respaldar sua candidatura à reeleição.

Nos bastidores, Lula expressa preocupação com a condição de seus aliados em estados como Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará.
Outro ponto que preocupa o presidente são os estados de São Paulo e Minas Gerais, onde, até o momento, não há candidatos majoritários alinhados a ele. Por essa razão, ele continua a apoiar as candidaturas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do senador Rodrigo Pacheco.
Apesar de suas apreensões em relação ao desempenho de aliados no Nordeste, Lula tem sinalizado a seus companheiros que ainda não é hora de realizar mudanças em estados onde os candidatos não estão se destacando nas pesquisas.
A ordem é monitorar a situação nessas regiões até o final do trimestre para avaliar se o status se tornará insustentável e irreversível. Somente após essa avaliação, se houver necessidade, modificações poderão ser feitas no cenário eleitoral dos estados.





