Vereador questiona destino dos recursos e cobra explicações sobre execução das obras no município
CURURUPU (MA) – A sessão da Câmara de Vereadores de Cururupu da última sexta-feira (09) foi marcada por fortes críticas à administração municipal. O vereador Pinto (PSB) usou a tribuna para denunciar que a Prefeitura de Cururupu pagou o valor de R$ 1.012.918,21 à empresa J.C. Martins e CIA LTDA – EPP pela recuperação de estradas vicinais em 2017, mas, segundo ele, não há clareza sobre onde as obras teriam sido realizadas.
Empresa já recebeu mais de R$ 2,6 milhões da prefeitura
Segundo o parlamentar, a empresa em questão, de CNPJ 13.255.766/0001-69, mantém outros contratos ativos com a prefeitura, totalizando R$ 2.630.100,48 em repasses. O vereador questionou a falta de transparência e cobrou explicações detalhadas da prefeita Rosária de Fátima Chaves, a professora Rosinha (PCdoB), sobre os trechos atendidos e a execução das obras.
Sinspumuc
“A população precisa saber onde foi aplicado mais de um milhão de reais em estradas vicinais. Não podemos aceitar contratos milionários sem clareza ou fiscalização”, afirmou o vereador Pinto.
ULTRAGAZ CURURUPU
Câmara cobra mais fiscalização e cumprimento de requerimentos
A nova fase das sessões legislativas de 2018 mostra um tom mais crítico por parte dos vereadores, que agora cobram mais ações concretas da gestão municipal. Após um ano de poucas contestações, os parlamentares prometem intensificar a fiscalização dos gastos públicos.
Prefeitura e empresa não responderam aos questionamentos
A equipe de reportagem tentou contato com a empresa J.C. Martins e CIA LTDA – EPP, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A assessoria jurídica da Prefeitura de Cururupu também foi procurada, mas não se manifestou oficialmente sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Transparência e prestação de contas
A denúncia feita pelo vereador reacende o debate sobre a importância da fiscalização dos recursos públicos, especialmente em contratos de alto valor que impactam diretamente a vida da população rural, onde o acesso depende diretamente da qualidade das estradas vicinais.