
Neste sábado, dia 24 de janeiro, o professor e poeta Biné Coelho, que ocupa o cargo de secretário municipal de Educação em Vargem Grande, expressou seu descontentamento em relação à decisão judicial que resultou na retirada do nome do médico vargem-grandense, Raimundo Nina Rodrigues, do hospital psiquiátrico de referência do Maranhão. Essa decisão foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.
O juiz argumentou que “permanecer com o nome de um dos principais propagadores do racismo científico no Brasil na entrada de um hospital psiquiátrico — campo do saber que foi utilizado para estigmatizar a população negra, associando-a à loucura e à criminalidade — implica que o Estado ratifica e valida tal visão de mundo”. O Governo do Estado tem um período de 180 dias para atualizar placas, documentos oficiais, registros administrativos e sistemas de informação (saiba mais).
Coelho levantou a questão de se a Justiça também planeja retirar o nome do médico da cidade que carrega seu nome, um município vizinho a Vargem Grande. “Por que essa falta de respeito? Não podemos aceitar calados uma decisão monocrática que remove a homenagem a um dos maiores brasileiros nascidos nesta terra”, concluiu o professor.

BIOGRAFIA: Raimundo Nina Rodrigues nasceu em Vargem Grande, em 4 de dezembro de 1862, e faleceu em Paris, em 17 de julho de 1906. Foi médico legista, psiquiatra, professor, escritor, antropólogo e etnólogo. Reconhecido como um destacado eugenista, ele também atuou como dietólogo, tropicalista, sexologista, higienista, biógrafo e epidemiologista. Considerado o fundador da antropologia criminal no Brasil e pioneiro nos estudos sobre a cultura negra, Nina Rodrigues foi o primeiro a abordar a questão da população negra como um aspecto social importante para compreender a formação racial do Brasil, embora sua obra “Os Africanos no Brasil” (1890-1905) reflita uma perspectiva racista.
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