• Consumidores reclamam de preços considerados abusivos e Procon faz fiscalização.

    Procon – Cururupu

    Nesta quinta e sexta-feira Santa, dias 09 e 10 respectivamente, muitos consumidores têm sentido a alta nos preços dos alimentos nos últimos dias em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O Procon de Cururupu, nos últimos dias já foi bem solicitado, recebendo dezenas de reclamações pela prática de possíveis preços abusivos.

    Conseguimos informações que o Procon estará visitando os estabelecimentos comerciais a partir desta segunda-feira, dia 13 de abril. O órgão de defesa do consumidor deve está notificando todos os estabelecimentos denunciados.

    O Procon vai verificar se houve aumento abusivo de preços em mercadorias, o órgão solicitará documentação comprobatória de compra às empresas, além de exigir explicações sobre os fatos. As lojas que descumprirem as exigências estão sujeitas à pena de desobediência, nos termos do Código de Defesa do Consumidor. O Procon também pode autuar pela falta de resposta.

    ULTRAGAZ CURURUPU
    ULTRAGAZ CURURUPU

    Para combater quaisquer tipo de abuso, é importante que a população continue denunciando se possível, as denúncias devem ir acompanhadas de fotografias dos produtos e preços expostos, cupons fiscais, enfim, o que puderem utilizar como comprovação de aumento excessivo e injustificado que venham a constatar, essa a orientação geral dos Procons.

    Muitos comerciantes e empresários justificam que os comerciários não definem preços de produtos, simplesmente repassam os custos dos produtos que adquirem da indústria ao consumidor final. Que em alguns casos, os empresários se vê entre o dilema de comprar o produto por um preço maior ou ficar sem o produto em sua loja. Mesmo comprando mais caro, o supermercado está mantendo as mesmas margens de lucro e apenas repassando o aumento do custo de aquisição.

    Os produtos na mira dos consumidores com preços mais elevados são; leite, arroz, açúcar, feijão, óleo de cozinha, biscoitos, trigo, batata, tomate, entre outros produtos.

    A senhora Paula Aquino, de 42 anos, contou a nossa redação que desde a semana passada tem sentido uma grande diferença nos preços. “Dói no bolso e parece oportunismo. Sabem que a gente não pode ficar indo em vários mercados para pesquisar e por isso se aproveitam”, afirma ela, que está seguindo a quarentena em isolamento social com seus familiares.

    Sinspumuc
    Sinspumuc

    Sebastião Costa, aposentado, morador do município de Serrano do Maranhão comenta que sentiu bastante diferença nos preços dos produtos principais da cesta básica. “Arroz tipo 1, Feijão Tipo 1, Açúcar Refinado, Óleo de Soja, Café Moído de 500g, e os materiais de limpeza e higiene pessoal, também aumentaram, desse jeito não temos como suportar. Antes de começar a “tal” quarentena, eu cheguei a comprar produtos com diferença de até R$ 1,20 dos preços cobrados hoje. Agora eles dizem que idoso é para ficar em casa, temos mesmo que obedecermos o isolamento social, mas tenho que vim pra Cururupu na rua do Pinche, na Rua Grande e pesquisar em outros comércios para ver onde compro mais barato, eu não posso morrer de fome!”. Disse o aposentado indignado

    Para o consumidor V.W.L, consumidor cururupuense, também não concorda com os preços praticados e cobra mais fiscalização para os comércios e para a venda de pescado na cidade. “Não concordo. Acho que deveria haver uma espécie de controle mais rígida quanto aos preços abusivos no comércio local. Outra situação abusiva é a falta de uma tabela fixa nos valores dos pescados no Centro de Abastecimento local e na feira informal da rua do piche”. Concluiu

    Lamentando a situação, servidora pública de iniciais, S.M.M.P, 43 anos, que reside em Cururupu, disse que está com medo dos preços altos. “Na minha casa somente eu trabalho e vivo com um salário mínimo e tudo está mais caro, só o nosso dinheiro que não aumenta”, afirmou. A servidora relata que não tem a quem pedir para fazer compras e por isso acaba se arriscando e indo de comercio em comercio para pesquisar preços. “Se eu não for comprar, vou morrer de fome”, justificou. e deixou um alerta “Vocês estão falando de comércios, mas eu quero que vocês vão até os açougues, lá é outra situação que precisa de controle no município e também a venda de carnes. Preços altos e divergentes. Considero sim abusivo, principalmente nesta época em que trabalhadores informais estão sem rendas e todos passando por dificuldades.

    A consumidora tem razão em reclamar dos aumento do preço da carne, poi se compararmos os serviços prestados, qualidade dos produtos e e higienização dos ambientes, os preços passam a serem abusivos.

    Deixe uma resposta