O ex-vice-presidente e ex-diretor jurídico do Sampaio Corrêa, Perez Silva da Paz, acionou a Justiça do Trabalho para cobrar R$ 613.255,52 do clube. Na ação, ajuizada em junho, ele pede o reconhecimento de vínculo empregatício desde 2017, rescisão indireta do contrato e pagamento de diferentes verbas trabalhistas.
Perez também solicitou que o processo tramitasse sob segredo de justiça, mas o pedido foi negado pela juíza do Trabalho substituta Gabrielle Amado Boumann. A magistrada ainda indeferiu uma tutela de urgência para liberação imediata do FGTS e das guias do seguro-desemprego.
As duas decisões são preliminares e não representam julgamento definitivo das cobranças apresentadas pelo ex-dirigente.

*Conciliação sem acordo*
Terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada nessa terça-feira (28) entre o Sampaio Corrêa e o ex-vice-presidente e ex-diretor jurídico do clube Perez Silva da Paz. O resultado, segundo a defesa tricolor, já era esperado.
Com o encerramento dessa etapa, foi aberto prazo para Perez se manifestar sobre a contestação e os documentos apresentados pelo Sampaio. A audiência de instrução, quando poderão ser produzidas novas provas e ouvidas testemunhas, ainda será marcada pela Justiça do Trabalho.
Perez acionou o clube em junho, cobrando R$ 613.255,52. Advogando em causa própria, ele pede o reconhecimento de vínculo empregatício desde junho de 2017, a rescisão indireta do contrato e o pagamento de salários, férias, décimos terceiros, FGTS, aviso-prévio e outras verbas trabalhistas.
O ex-dirigente afirma que começou a trabalhar como advogado do Sampaio com remuneração de R$ 3 mil e passou a receber R$ 15 mil em 2022. Sustenta, ainda, que sua carteira foi assinada apenas naquele ano, com salário formal de R$ 6 mil, abaixo do valor que alega ter recebido.
*Sampaio contesta vínculo empregatício*
O presidente do Sampaio, Sergio Frota, considera a ação injustificável e afirma que os integrantes da diretoria não mantêm relação de emprego com o clube.
“Nenhum diretor do Sampaio tem carteira assinada, nunca teve. O que existe é uma verba de representatividade, e nada com vínculo empregatício. E, a propósito, quem se diz boliviano de verdade não entraria com uma ação trabalhista de R$ 600 mil, com o único intuito de sangrar os cofres do clube. Isso diz muito sobre os interesses dele”, declarou.
O processo trabalhista ocorre em meio ao rompimento entre o Sampaio e Perez Paz, que foi expulso do quadro social do clube após Assembleia Extraordinária, que, conforme o estatuto boliviano, considerou temerários para a imagem do clube os movimentos de ataque do ex-dirigente nas redes sociais. A decisão foi referendada pelo desembargador Paulo Velten, do TJMA, que manteve os efeitos da deliberação tomada pelo Conselho Deliberativo. Essa disputa é distinta da reclamação trabalhista que cobra valores da instituição.




