• Prisão de Lula completa um mês: relembre os principais acontecimentos desde a detenção do ex-presidente.

    Mesmo preso, Lula segue liderando pesquisas eleitorais; militância mantém vigília em Curitiba

    Nesta segunda-feira (data fictícia), completa-se um mês da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP). Mesmo encarcerado, o petista segue como líder nas intenções de voto para as eleições presidenciais de outubro.

    Desde a prisão, apoiadores de Lula mantêm uma vigília constante em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba, onde ele cumpre pena. O movimento é coordenado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com apoio de entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os organizadores afirmam que a vigília só será encerrada com a libertação de Lula.

    Na madrugada de 28 de abril, a segurança do acampamento foi abalada por um ataque armado: um homem atirou contra os manifestantes, deixando dois feridos. O sindicalista Jefferson Lima de Menezes, atingido no pescoço, recebeu alta hospitalar apenas na quinta-feira seguinte.

    ULTRAGAZ CURURUPU
    ULTRAGAZ CURURUPU

    Com o aumento das tensões, a área do acampamento passou a contar com barricadas de proteção e presença permanente da Polícia Militar.

    Lula está detido em uma sala especial de 15 m², localizada no quarto andar do prédio da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. Por ter sido chefe de Estado, ele possui direito a cela diferenciada, com cama, banheiro privativo e porta convencional – sem grades. O ex-presidente tem direito a banho de sol diário.

    Sinspumuc
    Sinspumuc

    Além de Lula, outros 21 presos da Lava Jato cumprem pena na sede da PF, como Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, que prepara uma delação premiada e pode incriminar ainda mais o ex-presidente.

    Apesar do local oferecer segurança, a Polícia Federal já manifestou o interesse em transferir Lula para outra unidade, alegando custo elevado de manutenção — cerca de R$ 300 mil mensais, com reforço de segurança interna e externa.

    A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal, vinha restringindo visitas, negando entrada de políticos, intelectuais e aliados próximos. Durante o primeiro mês, Lula recebia apenas seus advogados diariamente e familiares de primeiro grau às quintas-feiras.

    Na última semana, no entanto, uma mudança acordada entre a PF e a Justiça permitiu que Lula recebesse dois amigos por semana, além dos familiares. Os primeiros visitantes foram a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, e o ex-ministro Jaques Wagner, cogitado como plano B eleitoral do partido.

    Em bilhete entregue à militância na sexta-feira anterior, Lula afirmou estar “tranquilo e sereno”:

    “Não sei se os acusadores dormem com a consciência tranquila que eu durmo”, escreveu.

    A Prefeitura de Curitiba, por sua vez, apontou transtornos à população do bairro Santa Cândida, como ruídos, barreiras policiais e protestos frequentes, o que reforça o debate sobre a possível transferência do ex-presidente.

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