Além de prisão domiciliar, Dino decreta afastamento de Cutrim do cargo de Secretário de Estado

O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual Raimundo Cutrim se apresentou à Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, no fim da tarde desse sábado (18), para cumprir uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua prisão domiciliar.

O mandado foi expedido na noite de sexta-feira (17) e encaminhado à Polícia Federal. O processo tramita sob sigilo, e o STF não divulgou o conteúdo da decisão nem os motivos que levaram à adoção da medida.

ULTRAGAZ CURURUPU
ULTRAGAZ CURURUPU

Segundo informações, Cutrim chegou à sede da Polícia Federal por volta das 18h e entrou pelos fundos do prédio. Ele deixou o local usando tornozeleira eletrônica e foi levado para a residência onde cumprirá a prisão domiciliar.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o investigado Raimundo Soares Cutrim deverá ser imediatamente afastado do cargo de Secretário de Estado.

A ordem consta no Mandado de Prisão Preventiva nº 4291/2026 (Petição 16.356 Distrito Federal), assinado digitalmente pelo ministro relator Flávio Dino no dia 16 de julho de 2026.

Na mesma decisão, o ministro decretou a prisão preventiva em desfavor de Cutrim, convertendo-a em prisão domiciliar.

Para o cumprimento da medida, ficou estabelecido o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além da aplicação cumulativa de uma série de medidas cautelares restritivas.

Além do afastamento imediato de suas funções no governo, a decisão judicial impõe severas restrições à rotina do investigado, equiparadas às normas vigentes no sistema penitenciário. Cutrim está proibido de:

  • Proibição de conceder entrevistas, direta ou indiretamente;
  • Proibição de acessar redes sociais;
  • Proibição de prestar declarações públicas, gravar áudios e realizar ligações telefônicas, observando restrições semelhantes às impostas no sistema penitenciário;
  • Apreensão de armas de fogo que estivessem em seu poder;
  • Contato restrito aos familiares mais próximos e aos advogados constituídos.

O despacho do STF determina ainda a apreensão de quaisquer armas de fogo que estejam em poder do investigado.

Sinspumuc
Sinspumuc

Quanto ao convívio social, o contato de Cutrim durante a prisão cautelar fica estritamente restrito aos membros do seu núcleo familiar mais próximo e aos seus advogados constituídos, cujos nomes deveriam ser indicados nos autos pela autoridade policial no prazo de 48 horas após a comunicação da prisão.

O documento ministerial adverte expressamente que qualquer descumprimento das obrigações impostas resultará na imediata conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva com transferência para uma penitenciária federal.

O cumprimento das ordens judiciais foi formalizado pela Polícia Federal por meio da Delegacia Regional de Polícia Judiciária (DRPJ/SR/PF/MA), sediada em São Luís/MA.

A Nota de Ciência das Garantias Constitucionais atesta que o investigado foi cientificado de seus direitos e da decisão no dia 18 de julho de 2026.

O documento policial qualifica Raimundo Soares Cutrim, nascido em 08/10/1953 na cidade de São João Batista/MA, como delegado da polícia federal aposentado. No ato da cientificação, constou como seu advogado constituído o Dr. Jose Berilo de Freitas Leite Filho.

ENTENDA O CASO

O ex-secretário da Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual Raimundo Cutrim foi apresentado por seu advogado, no fim da tarde deste sábado, 18, na Superintendência da Polícia Federal, em São Luís.

Cientiticado do mandado de prisão domiciliar decretado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), Raimundo Cutrim da permaneceu algumas horas na PF, onde foram cumpridas as medidas de praxe. Depois, foi conduzido até sua residência, com tornozeleira eletrônica, onde permanecerá em prisão domiciliar.

Cutrim ainda não prestou depoimento, o que deverá acontecer posteriormente.

“OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA” – Nessa sexta-feira, 17, por determinação de Flávio Dino, a Polícia Federal já havia cumprido um mandado de busca e apreensão na residência e no sítio do ex-secretário. A ação está relacionada com um processo de ‘obstrução de justiça’ no caso Tech Office.

As apurações têm como origem gravações feitas pelo empresário César Cutrim, proprietário do jornal Itaqui-Bacanga, durante conversa na residência do ex-secretário, seu amigo de longas datas.

César é pai de Gilbson Cutrim, condenado pelo assassinato de João Bosco, registrado no Tech Office, em São Luís.

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