• Mulheres no Poder: Apenas 11,9% dos municípios brasileiros são governados por prefeitas

    Participação feminina nas prefeituras caiu em 2017, segundo IBGE. Nordeste lidera presença de mulheres na gestão municipal

    Apesar dos avanços na luta por igualdade de gênero, as mulheres ainda ocupam uma parcela pequena do comando político no Brasil. De acordo com o estudo Perfil dos Municípios Brasileiros, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 11,9% das cidades brasileiras são governadas por prefeitas.

    Em números absolutos, 662 mulheres exercem a função de prefeita, enquanto 4.908 homens estão à frente do Executivo municipal. O dado refere-se ao ano de 2017, quando os gestores eleitos em 2016 tomaram posse. O número representa uma queda em relação a 2013, quando as mulheres ocupavam 12,1% das prefeituras.

    Nordeste lidera, Espírito Santo tem o menor percentual

    Entre as cinco regiões do país, o Nordeste apresenta a maior proporção de mulheres no comando das prefeituras, com 16,3% dos municípios administrados por prefeitas. O número, embora expressivo, é levemente inferior ao registrado em 2013 (16,5%).

    O Norte do país também apresentou crescimento, com 14,7% de prefeitas em 2017, frente aos 12,7% registrados em 2013. Roraima se destaca nesse cenário, com 33,3% dos seus municípios liderados por mulheres – o maior índice estadual do Brasil.

    Sinspumuc
    Sinspumuc
    ULTRAGAZ CURURUPU
    ULTRAGAZ CURURUPU

    Por outro lado, as regiões Sul (8%) e Sudeste (8,8%) apresentam os menores percentuais de participação feminina na gestão municipal. O Espírito Santo, em particular, tem apenas 5,1% de prefeitas, seguido de perto pelo Rio Grande do Sul, com 6,8%.

    Avanços desde 2001

    Apesar da retração registrada em 2017, a presença feminina nas prefeituras quase dobrou em relação a 2001, quando as mulheres comandavam apenas 6% dos municípios brasileiros.

    Em todas as regiões, os números atuais superam os de 2001:

    • Norte: de 8% para 14,7%

    • Nordeste: de 8,7% para 16,3%

    • Sudeste: de 4,5% para 8,8%

    • Sul: de 2,9% para 8%

    • Centro-Oeste: de 7,1% para 13,3%

    Representatividade ainda é um desafio

    Especialistas apontam que a sub-representação feminina na política brasileira é reflexo de barreiras estruturais, como o financiamento desigual de campanhas, o machismo institucional e a resistência partidária à efetiva inclusão de mulheres nas disputas majoritárias.

    A expectativa é que políticas públicas e campanhas de incentivo à participação feminina contribuam para elevar esses índices nas próximas eleições.

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