• Brandão recorre ao STF para suspender inquérito e questiona competência de Flávio Dino

    O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a suspensão do inquérito que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao chamado “Caso Tech Office”.

    A defesa do governador apresentou a ADPF nº 1.351, na qual questiona a competência do STF para conduzir e supervisionar a investigação. Os advogados sustentam que, por envolver um governador, a apuração criminal deveria ser conduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme interpretação defendida pela defesa a partir das regras constitucionais de competência.

    O procedimento investigatório teve origem em decisão do ministro Flávio Dino, durante a tramitação da ADI nº 7.780, que trata de regras da Assembleia Legislativa do Maranhão para a escolha de integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

    ULTRAGAZ CURURUPU
    ULTRAGAZ CURURUPU

    Durante o processo, documentos apresentados à Corte levaram Dino a determinar o envio de cópias à Polícia Federal para apuração de possíveis irregularidades. A investigação passou a tramitar no STF por meio da Petição nº 14.355, sob relatoria do próprio ministro.

    Sinspumuc
    Sinspumuc

    Defesa questiona abertura do inquérito

    Na ação, os advogados de Brandão argumentam que a investigação teria sido determinada sem provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa também alega possíveis violações ao princípio do juiz natural, ao devido processo legal e ao sistema acusatório.

    Brandão pede, em caráter liminar, a suspensão da decisão que determinou a abertura do inquérito e a paralisação de eventuais diligências e medidas investigatórias.

    Como alternativa, solicita que o STF deixe de supervisionar o caso e encaminhe os autos à PGR ou ao STJ, que a defesa considera o órgão competente.

    No julgamento definitivo, os advogados também pedem a anulação de atos decisórios praticados no âmbito do STF que tenham imposto medidas restritivas ao governador.

    A defesa afirma que o objetivo da ação não é impedir a investigação, mas garantir que a apuração seja conduzida pelo órgão que considera constitucionalmente competente.

    O pedido ainda será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

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