Decisões da Justiça atingem páginas que atacaram Iracema Vale.

A eleição começou e, junto com a disputa pelo voto, reapareceu uma prática que já se tornou conhecida nas redes sociais: transformar acusações sem prova em conteúdo político para atingir adversários. Desta vez, o alvo é Iracema Vale (MDB), deputada estadual e candidata a deputada federal, que decidiu não deixar as publicações sem resposta e passou a recorrer à Justiça Eleitoral contra a divulgação de acusações sabidamente falsas envolvendo seu nome.

 

A origem dessa nova onda de ataques está em declarações de Gilbson César Soares Cutrim, condenado por homicídios e envolvido em outros processos criminais. Mesmo diante desse histórico e das diferentes versões apresentadas por ele ao longo do tempo, suas declarações ganharam espaço em páginas e perfis justamente durante o período eleitoral. O que poderia ser tratado com cautela e responsabilidade acabou sendo reproduzido como combustível para ataques contra a candidata.

Sinspumuc
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ULTRAGAZ CURURUPU
ULTRAGAZ CURURUPU

A reação chegou aos tribunais. “Portal Upaon Açu”, “noticiasmaranhenses”, “buxixoonline_”, “romarinho_bacabal” e “blogdocarlosmartins” estão entre as páginas e perfis alcançados por decisões da Justiça Eleitoral determinando a retirada de conteúdos relacionados às acusações falsas contra Iracema. Os responsáveis também passam a responder judicialmente pela divulgação, com possibilidade de aplicação das penalidades previstas na legislação eleitoral, inclusive multas que podem chegar a R$ 50 mil, a depender de cada caso.

Iracema Vale decidiu adotar uma postura firme durante toda a campanha: cada nova fake news será enfrentada na Justiça. A candidata sustenta que críticas, cobranças e divergências políticas são naturais em qualquer eleição, mas considera inaceitável que acusações sabidamente falsas sejam utilizadas para destruir reputações e tentar interferir na escolha do eleitor.

As primeiras decisões mostram que compartilhar uma acusação nas redes sociais não elimina a responsabilidade de quem a divulga. Em tempos de campanha, quando uma publicação pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos, o cuidado deve ser ainda maior. A eleição é espaço para confronto de ideias e propostas, não para transformar mentira em estratégia política.

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