Cantor baiano morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, após complicações de um linfoma não Hodgkin tipo B. Artista marcou gerações com sua voz, carisma e grandes sucessos da música brasileira.

O cantor Netinho, um dos nomes mais conhecidos da axé music brasileira, morreu nesta terça-feira (13 de outubro de 2026), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. A informação foi confirmada pela assessoria do artista, que comunicou que ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, doença que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

A morte do artista representa uma perda para a música popular brasileira, especialmente para o axé music, gênero que conquistou projeção nacional a partir da Bahia e se tornou um dos grandes símbolos do Carnaval brasileiro.
Uma carreira marcada por grandes sucessos
Batizado como Ernesto de Souza Andrade Júnior, Netinho nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, e construiu uma trajetória artística marcada pela energia no palco e pela proximidade com o público.
O cantor ganhou destaque nacional como vocalista da Banda Beijo, no final da década de 1980, período em que ajudou a popularizar músicas como “Beijo na Boca”. Posteriormente, seguiu carreira solo e consolidou seu nome entre os principais artistas do axé.
Entre os sucessos que marcaram sua trajetória está “Milla”, canção que se tornou um dos grandes hinos do Carnaval e atravessou gerações. Músicas como “Menina” e “Preciso de Você” também ajudaram a fortalecer sua presença no cenário musical brasileiro.
Com apresentações em grandes eventos e fora do Brasil, Netinho contribuiu para ampliar a visibilidade da música baiana e levar a alegria do axé a diferentes públicos.
Luta contra o câncer
Netinho enfrentava problemas de saúde nos últimos anos. Em 2025, recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin do tipo B e iniciou tratamento. Após um período de melhora, a doença voltou a se manifestar em 2026, exigindo novos cuidados médicos e internações.
O artista chegou a compartilhar informações sobre o tratamento com os fãs, que acompanharam sua luta e manifestaram apoio nas redes sociais.
Segundo o comunicado divulgado pela equipe, Netinho costumava demonstrar gratidão pela trajetória construída e pelo carinho recebido do público ao longo da carreira.
Despedida reservada
A assessoria informou que o velório e a cremação serão realizados de maneira reservada, com a presença de familiares e amigos próximos, conforme o desejo do próprio cantor. A equipe também pediu respeito à privacidade dos familiares neste momento de luto.
Netinho deixa uma filha, Bruna Trindade, e um legado musical que permanece vivo na memória dos fãs.
Legado na música brasileira
A trajetória de Netinho se confunde com a história de expansão do axé music e com a força cultural do Carnaval da Bahia. Sua interpretação de “Milla” tornou-se parte da memória afetiva de milhares de brasileiros, acompanhando festas, encontros e celebrações ao longo de décadas.
Mais do que os sucessos que alcançaram as paradas musicais, o artista deixa a contribuição de quem ajudou a levar a música baiana a diferentes regiões do país e a públicos internacionais.





