Operação Hidra: MPMA e Polícia Civil prendem 15 suspeitos em ação contra lideranças do Comando Vermelho em quatro estados

Operação cumpriu 21 mandados de prisão, realizou buscas e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 17 milhões; oito prisões ocorreram no Maranhão

Uma operação coordenada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e pela Polícia Civil do Maranhão, através da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), mobilizou forças de segurança em quatro estados brasileiros para desarticular, segundo as autoridades, lideranças do Comando Vermelho investigadas por atuação criminosa no Maranhão.

ULTRAGAZ CURURUPU
ULTRAGAZ CURURUPU

Deflagrada na quinta-feira (13), a Operação Hidra foi realizada simultaneamente no Maranhão, Rio de Janeiro, Pará e Mato Grosso. A investigação apura suspeitas relacionadas a tráfico de drogas, domínio territorial, violência e extorsão de prestadores de serviços, incluindo empresas e provedores de internet.

15 pessoas foram presas

De acordo com o MPMA, foram expedidos 21 mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão, além de uma ordem judicial para bloqueio de aproximadamente R$ 17 milhões.

Ao final das diligências divulgadas pelo Ministério Público, 15 pessoas haviam sido presas: oito no Maranhão, três no Rio de Janeiro, duas no Mato Grosso e duas no Pará.

No Maranhão, as prisões ocorreram nos municípios de Chapadinha, Coroatá, Santa Quitéria, Brejo e Coelho Neto.

Além das prisões, as equipes cumpriram medidas de apreensão de veículos, bens, documentos e outros objetos considerados relevantes para o andamento das investigações.

Investigação aponta atuação em diferentes municípios

Segundo o Ministério Público, a investigação identificou uma estrutura que, de acordo com os investigadores, teria ramificações em diferentes municípios maranhenses.

Um dos pontos da operação foi a interdição de um provedor de internet que, segundo as autoridades, seria operado pela organização criminosa investigada.

A suspeita é de que a atuação da estrutura investigada ultrapassasse o tráfico de drogas e alcançasse atividades econômicas e serviços essenciais em determinadas localidades.

As informações divulgadas pelas autoridades, entretanto, fazem parte de uma investigação criminal e deverão ser submetidas ao devido processo legal e à apreciação da Justiça.

Líder apontado pela investigação foi localizado no Rio de Janeiro

Uma das principais ações da Operação Hidra ocorreu no Rio de Janeiro.

Sinspumuc
Sinspumuc

Segundo o MPMA, um homem apontado como líder do Comando Vermelho no município maranhense de Brejo foi localizado e preso no estado fluminense. A companheira dele, também investigada por participação na organização, foi presa na mesma ação.

Ainda de acordo com as autoridades, o casal estaria ligado à coordenação financeira das atividades investigadas.

A operação contou com apoio de forças de segurança do Rio de Janeiro. A investigação aponta que integrantes da estrutura continuariam coordenando atividades no Maranhão mesmo estando fora do estado.

Braço financeiro também entrou no radar

Em Nova Mutum, no Mato Grosso, foram presas duas mulheres apontadas pela investigação como integrantes de uma família ligada à liderança do Comando Vermelho em Coelho Neto, no Maranhão.

Segundo o MPMA, elas seriam responsáveis por atividades financeiras relacionadas à estrutura investigada.

A frente financeira da operação é considerada estratégica porque as autoridades também determinaram o bloqueio de aproximadamente R$ 17 milhões, medida destinada a atingir o patrimônio e os recursos que, segundo a investigação, estariam relacionados às atividades criminosas.

Operação Hidra integra estratégia nacional contra organizações criminosas

A Operação Hidra faz parte da Rede Nacional de Operações de Combate ao Crime Organizado (Renorcrim), vinculada à Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO/DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A atuação conjunta entre órgãos de diferentes estados busca atingir organizações criminosas que, segundo as autoridades, possuem estruturas que ultrapassam os limites territoriais de um único estado.

No caso investigado pelo Maranhão, as diligências realizadas simultaneamente em quatro estados demonstram a dimensão interestadual atribuída pelas autoridades à organização investigada.

Investigação continua

As diligências da Operação Hidra fazem parte de uma investigação criminal e podem gerar novas medidas judiciais conforme o avanço da apuração.

O caso também reforça a estratégia de atuação integrada entre Ministério Público, Polícia Civil e órgãos de segurança pública no enfrentamento de organizações criminosas com atuação interestadual.

as pessoas investigadas têm direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência, e a responsabilidade criminal somente pode ser definida após o devido processo legal e decisão judicial.

Fonte: John Cutrim.

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