
Segundo informações da SAF, a agroindústria tem capacidade de processar 3.500 quilos de mandioca, com rendimento de 1.000 quilos de farinha por dia. A produção será conduzida por cerca de 20 moradores capacitados pelo Sebrae, que participaram de cursos de beneficiamento da farinha de mandioca e do programa Negócio Certo Rural (NCR), em parceria com o Senar.
Capacitação e valorização local
A gerente regional do Sebrae em Pinheiro, Graça Fernandes, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento econômico e cultural da região:
“A metodologia do Sebrae mapeia a realidade de cada município, respeitando costumes e tradições. Em Bequimão, identificamos o potencial da produção de farinha de mandioca e estruturamos cursos para profissionalizar a comunidade, gerando emprego, renda e fortalecendo a identidade local.”

Uma das lideranças comunitárias de Vila Nova, Silvio Garcia, também participou da capacitação e avaliou positivamente a oportunidade:
“Tivemos aulas muito interessantes, que abriram nossa mente para novas ideias e melhorias no nosso negócio. Só ganhamos com tudo que foi feito”, disse emocionado.
O próximo passo será a elaboração da comunicação visual, a mercantilização dos produtos e a manutenção sustentável da agroindústria, com foco na qualidade e comercialização da produção.
Solenidade e autoridades presentes
O descerramento da placa contou com a presença de autoridades e representantes do poder público, entre eles:
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Vice-prefeito de Bequimão, Magal;
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Secretário de Estado da Agricultura Familiar, Júlio Mendonça;
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Deputado estadual Zé Inácio;
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Gerente regional do Sebrae em Pinheiro, Graça Fernandes;
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Técnicos da AGERP-MA e representantes do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.
Agricultura familiar e mandioca no Maranhão
A mandioca é a principal matéria-prima cultivada nas comunidades rurais do estado, sendo utilizada na produção de farinha, tapioca, beiju e outros derivados. Segundo o Censo de 2010 do IBGE, 36,9% da população maranhense é rural, o maior percentual do país.
Projetos como o desenvolvido em Vila Nova visam agregar valor à produção local, profissionalizar os agricultores e fortalecer a economia familiar, garantindo renda e preservação da cultura tradicional da baixada maranhense.








