
CURURUPU – Cansados de esperar por ações da Prefeitura, moradores da comunidade Capim Doce decidiram se mobilizar e realizar uma operação tapa-buracos por conta própria. As ruas próximas à Escola Municipal Janoquinha estavam praticamente intrafegáveis devido à quantidade de buracos, o que motivou os moradores a agir.
Mutirão comunitário
Durante dois finais de semana, os moradores se organizaram em mutirão, fazendo capina, enchimento dos buracos com sacos de areia e reorganizando o tráfego. A ação foi possível graças a uma vaquinha comunitária, que arrecadou dinheiro e materiais.

“Estamos cansados de pedir melhorias. A solução foi nos unirmos, arrecadarmos recursos e fazermos nós mesmos a operação tapa-buracos”, disse uma moradora da região.
Reforço da Prefeitura
Após a iniciativa ganhar repercussão nas redes sociais, a Prefeitura de Cururupu enviou, nesta segunda-feira (08), uma caçambada de pedras para auxiliar nos reparos. Segundo o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Marcelo Mendes, novas cargas de pedras e areia serão enviadas nos próximos dias:
“Na quarta-feira (10) enviaremos mais uma caçambada de pedra e duas de areia para ajudar na melhoria das vias”, afirmou.
Os próprios moradores deverão espalhar o material no próximo domingo (14), dando melhores condições de tráfego ao bairro.
Vereadores cobraram ação antecipadamente
O problema já vinha sendo discutido na Câmara Municipal. O vereador Aldo Ferraz alertou sobre os riscos da degradação das ruas caso a prefeitura não atuasse com urgência. Outros vereadores, como Roberto Pestana e Helen Maravilha, também reforçaram pedidos de melhorias para Capim Doce e outros bairros de Cururupu.
Situação continua crítica
Apesar da iniciativa comunitária e do reforço pontual da Prefeitura, os moradores reconhecem que as medidas são apenas soluções temporárias. Com a chegada das chuvas e o tráfego de veículos, os reparos podem não resistir por muito tempo.
“Somos um grupo resistente e queremos mudança. Dizem que não é nosso trabalho, mas preferes esperar pela prefeitura ou fazer alguma coisa?”, questionou um morador engajado no mutirão.

























